Chafariz do Largo de MaríliaStreetView
HistóricoEsta obra monumental, construída em 1758, é hoje denominada "Chafariz de Marília", por estar num paredão em frente à casa em que morou Maria Dorothéa Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu, amada e noiva de Tomás Antônio Gonzaga. A casa de Marília foi demolida, e em seu lugar construído um Grupo Escolar. Há documentação no Arquivo Público Mineiro, com respeito à contratação das obras de dois chafarizes por Manuel Francisco Lisboa, em 11 de dezembro de 1757: "um ao pé da ponte de Antônio Dias, e outro no Passarão". O contrato do primeiro foi transferido para Miguel Gonçalves de Oliveira, mas não o segundo, que é de supor seja o chafariz hoje chamado "de Marília". Os vãos que ladeiam o corpo principal da fonte foram outrora nichos ou oratórios públicos. Hoje estão emparedados. DescriçãoO plano do muro em que se destacam as peças decorativas e funcionais do chafariz, contém a composição, dividida em três corpos por pilastras e consolos, sobre duplo pedestal e enquadrada por dois cunhais simples. No corpo central destaca-se a grande cartela barroca em cantaria, com as quatro carrancas por cujas bocas jorra a água. Nos dois corpos laterais os dois vãos emparedados, com marços de cantaria, verga curva e ornato barroco com concha ao alto. O coroamento do corpo central é também em pedra esculpida, em forma de volutas cobertas por acantos e grande motivo ornamental no centro. Voltando à cartela central com as carrancas, é de forma caprichosa e movimentada, com concheados laterais, volutas e grande concha superior, que se liga com o motivo ornamental do coroamento. A água é recolhida numa grande taça esculpida apoiada no solo. A composição é de uma fantasia bem barroca e grande efeito. Pode ser atribuída a composição ao mestre Lisboa, cuja reputação como arquiteto o levará a executar mais tarde o risco de belos monumentos, como a igreja de Nossa Senhora do Carmo.
Localização: Largo do Dirceu.
Data da construção: 1758. Autor do projeto:* Proprietário: Prefeitura Municipal. Tombamento: Processo nº 430-T, Inscrição nº 379, Livro Belas-Artes, fls. 74. Data: 10.VI.1950. Finalidade atual: * Fonte: Guia dos Bens Tombados - Minas Gerais. 1984 |