Chafariz do Alto da CruzStreetView
HistóricoA arrematação das obras deste chafariz pelo pedreiro Henrique Gomes de Brito, pelo valor de 800$000 é mencionada por Judith Martins (Códice nº 70, C.V.R. fls. 25 e 28v., apud Feu de Carvalho, in Pontes e Chafarizes, p. 83). Entretanto, a mesma autora transcreve dois textos de Lúcio Costa, que vão abaixo transcritos: "É de capital importância o documento referente à apresentação por Manuel Francisco Lisboa, em 1757, do risco para o estudo analítico da composição arquitetônica desse pequeno monumento, de construção rústica, oferecer indícios inequívocos de haver sido concebido por seu filho, Antônio Francisco Lisboa, então com 19 anos de idade, Novos subsídios acerca de Manuel Francisco Lisboa in Revista do PHAN n' 15, Rio de Janeiro, 1961 ... Que teria feito também". "O risco para o chafariz do Alto da Cruz encimado por um busto de pedra-sabão, escultura igualmente sua e datada de 1761." (Lúcio Costa, Revista cit. nº 17, Rio de Janeiro, 1969). Apesar da alta autoridade de Lúcio Costa, essas informações são imprecisas, uma vez que não há referência documental citada. O pequeno busto feminino de pedra-sabão, datado 1761, seria obra de juventude do Aleijadinho e revela, efetivamente, certos caracteres morfológicos semelhantes a outras obras suas, principalmente as cabeças de anjos. É para que se esteja degradando, exposto às intempéries e já mutilado por vandalismo. Deveria ser substituído por uma réplica e colocado o original no Museu da Inconfidência, junto com outras obras do artista. DescriçãoComposição baseada num muro de pedra, rebocado e caiado, sobre o qual se destacam elementos de cantaria: dois cunhais, cornija horizontal e frontão curvo, em duas partes separadas por um consolo trabalhado que suporta um pequeno busto feminino, de pedra-sabão, com o rosto desfigurado. A cornija arremata em dois outros consolos laterais, terminados por pequenos coruchéus, em forma aproximada de pinha. Na parte inferior do muro, uma placa esculpida mostra três carrancas interligadas por dois ornatos lineares formando ângulo. Uma moldura barroca enquadra a placa, e tem na parte superior uma concha. A água jorra pelas carrancas dentro de um tanque retangular, em pedra.
Localização: Rua do Resende.
Data da construção: 1757. Autor do projeto:Manuel Francisco Lisboa (?) Proprietário: Prefeitura Municipal. Tombamento: Processo nº 430, Inscrição nº 372-A, Livro Belas-Artes, fls. 74. Data: 19.V.1950. Finalidade atual: * Fonte: Guia dos Bens Tombados - Minas Gerais. 1984 |